Formadores FLAG, o que dizem… “A natureza prática das formações torna a experiência mais enriquecedora”

31 de Março de 2017

Criação de jogos, 3D, concept art, design gráfico e web… São algumas das áreas de atuação do nosso formador Bruno Krippahl.
Aqui fica um pouco da sua história, e algumas dicas para quem deseja trabalhar na indústria do Design.

 

Como te tornaste formador na FLAG?
BK: determinada altura senti vontade de integrar a vertente de formação na minha actividade profissional. Candidatei-me à FLAG por ser um nome de referência na formação nas minhas áreas de interesse, e cinco minutos depois de começar a entrevista com o Eduardo Antunes senti que estava em casa.

 

Como descreves a experiência de dar formação na FLAG?
BK:
Extremamente gratificante. A boa disposição, profissionalismo e apoio proporcionados pela equipa criam o ambiente de trabalho perfeito. Para além das excelentes condições é também a natureza prática das formações e os próprios formandos que tornam a experiência tão enriquecedora.

 

Além de formador, quais são as tuas ocupações profissionais?
BK:
Trabalho como freelancer nas áreas de ilustração, concept art, 3D, pós-produção e web design, tanto em projectos nacionais como estrangeiros.

 

De que forma descobriste as tuas vocações? Como foi o teu percurso profissional até aqui?
BK:
Não houve propriamente um momento de revelação. Sempre me lembro de ter este gosto pelo desenho e pela criação de imagens. O que fui descobrindo foram as incontáveis ferramentas e técnicas que me permitiam expandir a minha capacidade de criar.

Acabando a licenciatura em Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes fui trabalhar para uma empresa de desenvolvimento web que na altura se iniciava na criação de jogos. Fiquei lá uns anos a fazer concept art, modelação 3D e animação, e eventualmente com uma mudança de rumo passei a web designer residente. Entretanto iniciei a actividade de formador na FLAG.
Fui também designer na ELGIN, onde trabalhei no desenvolvimento de applicações web.  De momento para além do ensino e formação, mantenho a actividade de freelancer nas áreas de ilustração, concept art, video e modelação 3D para entidades como a Automata UK, Permuted Press, Legendary Games, Tyranny Games, entre outros.

 

Qual a importância que atribuis à aquisição de skills em 3D pelos profissionais do design?
BK:
Atualmente é extremamente importante, como revela a crescente procura por profissionais com skills em 3D. É uma especialização que prima pela versatilidade e impacto, estando presente em inúmeras áreas como o design gráfico, motion design, jogos, animação e VFX.

 

Gostarias de deixar algum conselho a quem está a pensar enveredar ou otimizar a sua carreira nesta área?
BK:
Vou deixar três dicas:

Dominem os fundamentos. A observação, o desenho, a fotografia, são as base de tudo o que é criação de imagens artísticas estáticas ou em movimento e o 3D não é excepção. Para quem pensa enverdar pelo campo da modelação de personagens, o foco deve ser no gesto e na anatomia.

Mantenham-se receptivos a críticas. Boa ou má, qualquer crítica é um feedback precioso que vai contribuír para melhorar o trabalho. O ego é inimigo do progresso.

Amem o processo, não o resultado. Ou seja, gostem do que fazem, mas não se deixem apaixonar pelo resultado final. Os modelos são alterados durante as várias fases de produção, ou são simplesmente rejeitados, o que pode ser desanimador. Num ambiente de trabalho colaborativo a única coisa realmente nossa é o processo de criar.

 

Bruno Krippahl
Formador de 3D, Web, Graphic e Motion Design.
http://www.krippart.com/